Paris, 15 de maio de 2026 – A briga pela compra de 24% da Alpine segue intensa nos bastidores da Fórmula 1. Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, e Toto Wolff, dirigente da Mercedes, negociam separadamente a aquisição da fatia atualmente detida pelo fundo Otro Capital, estimada em cerca de US$ 750 milhões.
Entrada de Horner abriu as conversas
As tratativas vieram a público em janeiro, quando Flavio Briatore, consultor executivo da Alpine, confirmou o diálogo entre Horner e a Otro Capital. O grupo de investidores é liderado pela própria Otro e reúne nomes do entretenimento e do esporte, como os atores Ryan Reynolds e Michael B. Jordan, além das estrelas da NFL Patrick Mahomes e Travis Kelce.
Enquanto a participação minoritária está à venda, a Renault mantém os 76% restantes da escuderia francesa.
Mercedes apareceu depois, mas oferta foi baixa
Pouco após o interesse de Horner, surgiram rumores de que Toto Wolff também havia iniciado conversas sobre o mesmo pacote acionário. Briatore chegou a mencionar que havia “três ou quatro” compradores potenciais, ressaltando, porém, que dialogava com a Mercedes – e não diretamente com Wolff.
Fontes próximas às negociações afirmam que Wolff, ao lado da Mercedes, apresentou uma proposta considerada abaixo do valor de mercado e não revisou o lance posteriormente. Apesar disso, a montadora alemã conta com um trunfo: desde o início da temporada 2026, fornece unidades de potência para a Alpine, fortalecendo a ligação entre as duas marcas.
Contexto esportivo favorece Alpine
Depois de terminar o Campeonato de Construtores de 2025 na última posição, a Alpine ocupa o quinto lugar na classificação deste ano após as etapas da Austrália, China, Japão e Miami, sinalizando evolução competitiva.
Vantagens estratégicas em análise
Dentro da Renault, executivos avaliam possíveis vantagens em aprofundar a parceria técnica com a Mercedes, embora considerem improvável qualquer integração ampla de cadeia de fornecimento no curto prazo. Segundo fontes, Wolff apresentou cenários estratégicos que despertaram o interesse da montadora francesa, o que preocupa não só Horner, mas também Zak Brown, CEO da McLaren.
Horner quer influência direta
A proposta liderada por Horner estaria mais próxima do valor estimado para a participação. Além do aspecto financeiro, o britânico pretende exercer influência direta no projeto esportivo da equipe, afastando-se do papel de investidor silencioso. Fora da Red Bull desde julho de 2025, após duas décadas no comando, Horner busca retomar espaço decisório na categoria — o pacote da Alpine inclui poder sobre contratações de pilotos e escolha do futuro chefe de equipe.
As conversas seguem sem previsão de desfecho, enquanto Renault, Otro Capital e as partes interessadas avaliam cifras e vantagens competitivas antes de qualquer anúncio oficial.
Com informações de Autoracing



