Charles Leclerc afirmou que, mesmo com a evolução apresentada nas últimas etapas da temporada 2026 da Fórmula 1, ainda não atingiu o padrão de performance que considera ideal ao volante da Ferrari.
Avanço a partir de Silverstone
O piloto monegasco enfrentou problemas nos Grandes Prêmios de Mônaco, Canadá e Espanha, quando o SF-26 apresentou dificuldades nos freios, perda de equilíbrio e falta de sensibilidade. A virada começou no GP da Inglaterra, em 10 de julho. Após analisar os dados na noite de sexta-feira, Leclerc identificou ajustes na pilotagem que lhe permitiram superar Lewis Hamilton na classificação e converter a pole em vitória em Silverstone.
Podium consecutivo na Bélgica
Duas semanas depois, em Spa-Francorchamps, a expectativa era de um desafio extra para a Ferrari por conta da menor velocidade de reta em relação à Mercedes. Mesmo assim, Leclerc terminou em segundo lugar, a menos de dois segundos de Kimi Antonelli. O monegasco chegou a liderar a corrida após uma parada em regime de safety car virtual, mas foi ultrapassado a dez voltas do fim. O resultado garantiu ao piloto dois pódios consecutivos pela primeira vez no ano.
Adaptação em andamento
Apesar dos progressos, Leclerc reconhece que ainda precisa se ajustar a características específicas do carro. “Estou confiante em dizer que dei um passo à frente, mas ainda não estou no nível que quero”, declarou. Ele ocupa atualmente o terceiro lugar no campeonato, 33 pontos atrás de Hamilton.
Segundo o piloto, o SF-26 ainda exige adaptações de estilo que impedem uma condução totalmente natural em determinadas fases da prova. “Há pontos em que isso me atrasa, então ainda preciso trabalhar para ser melhor. Foi um passo à frente e estou feliz, mas seguirei encarando corrida a corrida”, explicou.
Leclerc reforçou que a imprevisibilidade dos carros atuais torna arriscado projetar resultados: “Com esses carros, é difícil ter certeza de que um fim de semana bom será seguido por outro, porque tudo depende de pequenos detalhes”.
Com informações de Autoracing



