Charles Leclerc descreveu os minutos que precedem a largada como o cenário mais desgastante da Fórmula 1. Em entrevista ao podcast BSMT, divulgada nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, o piloto da Ferrari afirmou que a ida ao grid representa “uma das coisas mais difíceis” da categoria.
Exposição constante amplia a pressão
Ao contrário de outras modalidades, em que os atletas permanecem isolados até a competição, os pilotos de F1 lidam, desde a chegada ao autódromo, com câmeras, fãs e compromissos comerciais. No grid, esse ambiente se intensifica. “Há patrocinadores, às vezes fãs pedindo fotos e conversas. Mas minha cabeça precisa reunir todas as informações da corrida naquele momento”, relatou o monegasco.
Procedimento pré-largada é longo e tumultuado
Segundo Leclerc, o piloto realiza duas ou três voltas de formação, estaciona, sai do carro e inicia uma sequência rápida de tarefas: conversa com engenheiros, revisa estratégias e ajusta detalhes técnicos antes de voltar ao cockpit. Tudo isso acontece enquanto centenas de pessoas circulam ao redor.
Diferença marcante em relação à Fórmula 2
O tetracampeão da F2 recordou que, nas categorias de base, a rotina era bem mais tranquila. “Ninguém me reconhecia; eu só entrava no carro e fazia meu trabalho”, contou. O salto para a F1 trouxe multidões e atenção constante, algo que, segundo ele, dificultou as primeiras corridas até que conseguisse se adaptar.
Ritual de 30 minutos para “resetar” a mente
Para manter a concentração, Leclerc instituiu um rito pessoal cerca de meia hora antes de assumir o carro: banho frio, aquecimento físico e repetição da mesma sequência de movimentos. O objetivo é criar uma “bolha” mental que o coloque no estado ideal para a largada, fator que pode decidir uma prova definida por detalhes.
Com informações de AutoRacing



