Charles Leclerc deixou o Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, profundamente desapontado. Após chegar em quarto lugar no Grande Prêmio do Canadá, disputado neste domingo (24), o piloto da Ferrari definiu a etapa como “o fim de semana mais difícil” de sua trajetória na Fórmula 1.
No sábado, o monegasco já havia terminado a corrida sprint apenas na quinta posição. Na prova principal, mesmo cruzando a linha de chegada em quarto, Leclerc foi superado por seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, que garantiu o segundo lugar e encerrou a rodada dupla como o melhor ferrarista.
Problemas de pneus, freios e equilíbrio
Leclerc relatou dificuldades desde o primeiro treino livre. Segundo ele, a falta de aderência dos pneus Pirelli e falhas nos freios comprometeram o desempenho do SF-26 durante todo o fim de semana.
“Não tive sensação nenhuma com os pneus desde a primeira volta do TL até a bandeirada”, afirmou. Para evitar erros, o piloto revelou ter reduzido o ritmo em cerca de 1s5 nas 15 voltas finais.
Hamilton vira referência interna
Enquanto Leclerc lutava para encontrar equilíbrio, Hamilton extraiu mais rendimento do mesmo carro. O heptacampeão foi sexto na sprint e segundo na corrida principal. “Tive uma ótima referência com o Lewis, que foi impecável. Agora posso analisar os dados e entender a diferença”, disse o monegasco.
Pista pouco favorável
Leclerc reconheceu que o traçado canadense raramente se encaixa em seu estilo de pilotagem, comparando Montreal a Melbourne, outro circuito onde costuma enfrentar dificuldades. “O ritmo das curvas simplesmente não combina comigo”, comentou.
Resultado salvo por problemas alheios
Apesar dos contratempos, o piloto de 28 anos ainda somou pontos importantes. Ele atribuiu o quarto lugar a equívocos estratégicos da McLaren e ao abandono de George Russell, da Mercedes. “No primeiro stint pensei em brigar pelo pódio; depois, isso virou quase um milagre”, concluiu.
Com informações de Autoracing



