30 de maio de 2026, sábado – Charles Leclerc afirmou que uma alteração tardia no regulamento das unidades de potência da Fórmula 1 pode comprometer o equilíbrio entre as equipes a partir de 2027.
O debate atual envolve substituir a proporção de 50% entre motor a combustão e eletrificação, prevista nas regras já aprovadas, por um formato de 60% elétrico e 40% a combustão. A proposta ganhou força depois que Max Verstappen declarou considerar a mudança condição mínima para permanecer na categoria em longo prazo.
Logo após o Grande Prêmio de Miami, relatos indicavam consenso no paddock sobre a revisão. Entretanto, durante o GP do Canadá, o cenário mudou: Ferrari, Audi e Cadillac passaram a se posicionar contra a nova divisão, travando o processo de aprovação.
“Difícil ser justo com todos”
Para Leclerc, o desafio é encontrar uma solução que não invalide anos de desenvolvimento. “As equipes trabalham há muito tempo nessas unidades. Precisamos garantir que qualquer ajuste mantenha o equilíbrio construído”, disse o monegasco.
O piloto da Ferrari reconheceu avanços recentes nas discussões, mas reforçou que cada fabricante adotou caminhos técnicos distintos, o que, segundo ele, torna “muito mais complexo” chegar a uma regra que beneficie todos de forma igualitária.
As unidades de potência de 2027 são consideradas a maior revolução técnica já planejada pela Fórmula 1, e os fabricantes já investem há anos em pesquisa e desenvolvimento. Leclerc concluiu pedindo cautela antes de qualquer decisão definitiva: “Precisamos melhorar, mas com cuidado para não desfazer o trabalho feito nos últimos anos”.
Com informações de Autoracing



