As mudanças técnicas previstas para a Fórmula 1 em 2026 abriram uma discussão sobre a identidade da categoria, mas o ex-piloto britânico Martin Brundle saiu em defesa do novo regulamento. Segundo ele, a necessidade de administrar componentes e energia não é novidade no esporte.
A partir de 2026, o MGU-H será abolido e a potência do MGU-K subirá de 120 kW para 350 kW. Com isso, os pilotos terão de recorrer ao método lift and coast — levantar o pé do acelerador e planar — para otimizar o uso da bateria e maximizar o desempenho. A recuperação de energia ganhará peso estratégico, exigindo que cada piloto decida o momento ideal para utilizá-la, especialmente nas ultrapassagens.
“Se você vai acelerar ao máximo por muito tempo, precisa proteger as coisas”, afirmou Brundle. O britânico lembrou que, nas décadas de 1950 e 1960, nomes como Stirling Moss, Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Graham Hill e Jim Clark já manejavam limitações de câmbio, motor e suspensão.
Brundle citou ainda sua própria experiência nas pistas nos anos 1980 e 1990. “Estávamos sempre cuidando da embreagem e do motor”, disse. Sobre a era dos turbos naquela década, ele recordou: “Tínhamos 220 litros de combustível e levantávamos o pé durante toda a corrida; era a única maneira de chegar ao fim com desempenho ou combustível restante”.
O ex-piloto contou que perdeu um pódio em Adelaide por ficar sem combustível na reta de chegada: “Fiquei sem combustível indo para a linha de chegada e perdi o terceiro lugar porque não fui cuidadoso o suficiente”. Para Brundle, proteger componentes — como hoje se faz com os pneus — sempre esteve no DNA da Fórmula 1.
Com informações de F1Mania



