Em meio à sequência de atualizações que vêm redefinindo o equilíbrio de forças na Fórmula 1, a McLaren admitiu que precisa acelerar o próprio desenvolvimento para não perder contato com as rivais diretas. A avaliação foi feita por Andrea Stella, chefe da equipe, no domingo, 28 de junho de 2026.
Segundo o dirigente, Ferrari e Red Bull avançaram com pacotes de peças novas que colocaram a McLaren em condição menos competitiva. No GP da Áustria, Lando Norris e Oscar Piastri largaram apenas em sexto e sétimo lugares, respectivamente, a cerca de 0s4 da pole position conquistada por George Russell. Ainda ficaram à frente da dupla o estreante Kimi Antonelli, os dois carros da Ferrari e Max Verstappen.
“Corrida” por atualizações se intensifica
Para Stella, o ritmo de evolução virou o principal campo de batalha. Ele citou a Mercedes como referência atual, mas ressaltou que McLaren, Ferrari e Red Bull disputam centésimos em uma sequência constante de melhorias:
“Vimos que a Ferrari deu um passo com as atualizações e com a evolução do motor. A Red Bull também trouxe um pacote volumoso e foi mais rápida que a McLaren”, afirmou.
O chefe destacou que a escuderia de Woking não apresentou novidades significativas para a etapa austríaca e, por isso, ficou para trás. Internamente, a avaliação é de que há um déficit equivalente a três meses de desenvolvimento em relação aos concorrentes.
Planos para recuperar terreno
Stella defendeu um aumento de intensidade nos processos de fábrica: “Só existe uma maneira de reagir: desenvolver mais do que nossos concorrentes. Precisamos ser rápidos e eficientes”, reforçou.
Apesar da pressão, o dirigente se mostrou otimista ao mencionar atualizações aerodinâmicas previstas para as próximas corridas. A expectativa é reduzir o intervalo que separa a McLaren das líderes ainda no meio da temporada.
Com informações de Autoracing



