O diretor-técnico da McLaren, Mark Temple, afirmou que as corridas da Fórmula 1 ganharão contornos mais estratégicos a partir da temporada 2026. Segundo o engenheiro, o próximo pacote de regras reduzirá a influência da velocidade em linha reta e ampliará a importância da gestão de energia pelos pilotos.
O regulamento que entrará em vigor daqui a dois anos prevê carros mais leves, motor com maior participação elétrica e divisão de potência mais equilibrada entre combustão interna e sistema híbrido. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) também aposta em maior eficiência energética e disputas mais próximas, o que pode modificar a hierarquia do grid em relação ao fim de 2025.
Para Temple, os competidores precisarão dominar novos modes de operação ao longo da volta, como overtake mode, boost mode e recharge mode, além de aproveitar a aerodinâmica ativa, que permitirá ajustes instantâneos para atacar ou defender posição.
“Há muito que podemos fazer para orientar os pilotos e ajudá-los a entender os princípios do regulamento de 2026, especialmente a necessidade de usar a energia de forma mais inteligente”, declarou o dirigente. Ele destacou que a recuperação de energia e a escolha do melhor momento para utilizá-la serão determinantes no resultado das provas.
Embora boa parte da gestão fique a cargo dos sistemas eletrônicos da unidade de potência, alguns comandos permanecerão sob controle direto do piloto. A McLaren acredita que esse cenário abrirá espaço para blefes, ataques cronometrados e defesas baseadas não apenas na posição de pista, mas também na leitura do quanto de energia o adversário ainda dispõe.
Com informações de F1Mania



