HomeFórmula 1McLaren reconhece desvantagem estrutural para equipes clientes na F1 de 2026

McLaren reconhece desvantagem estrutural para equipes clientes na F1 de 2026

A McLaren voltou a discutir sua posição de equipe cliente na Fórmula 1. Durante o fim de semana do Grande Prêmio de Mônaco, Andrea Stella afirmou que, apesar do suporte da Mercedes High Performance Powertrains (HPP), a ausência de integração total entre chassi e unidade de potência se tornou um ponto vulnerável com o novo regulamento técnico introduzido em 2026.

Resultados contrastantes após atualização em Miami

Depois de um pódio duplo em Miami, alcançado em 8 de junho de 2026 às 10h23, a equipe britânica enfrentou dificuldades no Canadá e em Mônaco. No circuito Gilles Villeneuve, a escolha por pneus intermediários na largada complicou a estratégia e Lando Norris abandonou devido a uma falha no câmbio. No Principado, o atual campeão mundial não completou a prova por causa de um problema na unidade de potência.

Integração é a principal diferença

Stella ressaltou que a Mercedes não coloca a McLaren em segundo plano. No entanto, ele explicou que escuderias de fábrica conseguem alinhar cronogramas de desenvolvimento, compartilhar dados em tempo real e testar soluções conjuntas com mais agilidade — vantagens que, segundo ele, ficaram ainda mais evidentes com as novas regras.

“Nunca sentimos que a Mercedes HPP nos desse menor prioridade. O ponto é a integração natural que as fábricas possuem entre chassi e motor”, declarou o dirigente.

Revisão de processos em parceria com a Mercedes

Para enfrentar a sequência de falhas, McLaren e Mercedes HPP iniciaram uma revisão abrangente dos procedimentos de trabalho. O foco inclui fluxo de informações, frequência de reuniões técnicas e conexão entre fábrica e pista.

Stella salientou que alguns problemas foram de responsabilidade exclusiva da McLaren, como a quebra de câmbio que tirou Norris da prova no Canadá, e reforçou que a cooperação com a fornecedora de motores permanece “fantástica”.

Possível motor próprio no futuro

Embora Zak Brown reconheça a possibilidade de a McLaren desenvolver uma unidade de potência própria, o projeto só avançará se houver viabilidade financeira, modelo semelhante ao adotado pela Red Bull.

Por ora, a equipe trabalha para elevar a confiabilidade e reduzir a desvantagem natural em relação às escuderias oficiais.

Com informações de Autoracing

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