Laurent Mekies afirmou neste sábado (30) que as declarações de Max Verstappen sobre o atual regulamento da Fórmula 1 têm como objetivo proteger a essência da categoria, e não atacar de forma negativa o trabalho dos dirigentes. O posicionamento do chefe da Red Bull foi divulgado dias depois do Grande Prêmio do Canadá, realizado em 24 de maio, onde o holandês conquistou seu primeiro pódio de 2026 ao terminar em terceiro.
No Circuito Gilles Villeneuve, Verstappen travou duelo intenso com Lewis Hamilton. O britânico, hoje piloto da Ferrari, superou o rival nas voltas finais e assegurou a segunda posição. Fora da pista, porém, o tetracampeão mundial chamou atenção ao afirmar que o modelo técnico atual impõe desgaste mental excessivo aos competidores.
Preocupação com o futuro da categoria
Segundo Mekies, o holandês se pronuncia com frequência porque “se importa em ver a Fórmula 1 no auge do automobilismo”. O dirigente explicou que Verstappen defende sessões de classificação em que os pilotos possam acelerar sem limitações causadas pelo gerenciamento de energia, previsto nas diretrizes que incluem uma divisão de potência de 60 % térmica e 40 % elétrica a partir de 2027 — acordo que, de acordo com o chefe da equipe, já não parece tão firme.
“Ele quer ver os competidores guiando no limite absoluto das curvas sem perder tempo”, disse Mekies, reforçando que as observações não são destrutivas, mas sim um convite a melhorias que tornem as corridas mais competitivas.
Disposição para ajustes
O francês também destacou a receptividade de FIA, Fórmula 1 e demais equipes às preocupações levantadas por Verstappen e outros integrantes do paddock. Para Mekies, a abertura ao diálogo traz confiança a pilotos e profissionais da categoria. “Foi encorajador ver que todos estão prontos para agir”, concluiu.
Com informações de Autoracing



