Monte Carlo (8.jun.2026) – A Mercedes assumiu a responsabilidade pelo revés sofrido por George Russell no Grande Prêmio de Mônaco após executar de maneira incorreta a punição imposta ao piloto por excesso de velocidade no pit lane.
Russell recebeu inicialmente uma penalidade de cinco segundos. Entretanto, a equipe não aplicou o procedimento exigido pelos comissários esportivos e, por isso, o britânico foi obrigado a cumprir um drive-through. A passagem extra pelos boxes custou diversas posições, tirando-o da zona de pontuação em uma prova já marcada por múltiplas infrações semelhantes ao longo do domingo.
Impacto da bandeira vermelha
O cenário ficou ainda mais desfavorável após a interrupção com bandeira vermelha. Com o agrupamento do pelotão na relargada, qualquer perda de tempo ganhou proporções maiores. Quando Russell entrou novamente nos boxes para cumprir o drive-through, não havia margem para recuperação, e o carro nº 63 perdeu contato com os rivais diretos.
Wolff admite erro interno
Ao fim da corrida, o chefe de equipe Toto Wolff descartou transferir a culpa para fatores externos. “Foi um equívoco nosso”, afirmou o austríaco, adiantando que a Mercedes iniciará uma investigação interna para identificar falhas de comunicação durante o cumprimento da penalidade. Wolff também observou que houve “uma dúzia” de casos de velocidade acima do permitido no pit lane durante a prova e disse não ter clareza imediata sobre todos eles.
Segundo o dirigente, conversas no rádio indicavam a possibilidade de manter Russell na pista, mas a equipe deveria ter se organizado para executar corretamente a sanção. O erro, reconheceu Wolff, impediu qualquer chance de pontuar no principado.
Com a etapa de Mônaco concluída, a Mercedes busca entender o incidente para evitar repetições nas próximas corridas da temporada 2026.
Com informações de Autoracing



