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Mercedes ameaça não disputar abertura da temporada se regra de motor mudar às vésperas do GP da Austrália

São Paulo, 11 de fevereiro de 2026 – A Mercedes deixou no ar a possibilidade de retirar seus carros do grid caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprove, de última hora, uma alteração no regulamento técnico que afeta diretamente sua unidade de potência para 2026.

Disputa sobre taxa de compressão

O regulamento do próximo campeonato estabelece taxa de compressão máxima de 16:1 para o combustível. Rivais alegam que a Mercedes consegue alcançar 18:1 quando o motor atinge altas temperaturas durante a atividade de pista, vantagem que não seria detectada nos testes a temperatura ambiente efetuados pela FIA.

Pressão das demais equipes

As sete equipes que não utilizam motores Mercedes formalizaram reclamação e articulam voto para ampliar imediatamente a fiscalização técnica. A mudança obrigaria a equipe alemã a rever o projeto a menos de um mês da primeira corrida, algo considerado inviável pelo curto prazo.

Ameaça de boicote em Melbourne

De acordo com o jornal suíço Blick, a Mercedes avisou que, se a regra for ajustada às pressas, poderá não alinhar no GP da Austrália, marcado para abrir a temporada. O eventual boicote incluiria também as escuderias clientes McLaren, Williams e Alpine, todas abastecidas pelo motor alemão. Apesar do impacto potencial em audiência e contratos, a publicação aponta que a medida pode ser apenas um instrumento de pressão.

Dependência de votos da FIA e da FOM

Mesmo com apoio de parte do grid, a alteração só avança se FIA e Formula One Management (FOM) também votarem a favor. A federação já havia validado o propulsor da Mercedes anteriormente. “Se FIA e FOM mudarem de posição agora, estaremos em apuros”, declarou Toto Wolff à revista Autosport.

As equipes rivais afirmam não conseguir reproduzir a solução desenvolvida pela Mercedes e, por isso, querem o fechamento imediato da brecha. Caso o recurso seja mantido, a montadora alemã deve iniciar o campeonato com vantagem significativa no motor de combustão interna; se for vetado, a escuderia corre o risco de começar a temporada em desvantagem técnica.

Com informações de Autoracing

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