Spa-Francorchamps, 24 de julho de 2026 – George Russell esclareceu nesta sexta-feira a origem da queda de velocidade em reta que afetou seu desempenho nos GPs da Inglaterra e da Bélgica. Segundo o piloto, uma calibragem incorreta na unidade de potência (UP) da Mercedes provocou a liberação excessiva de energia no início da volta, deixando o carro sem potência nos trechos finais.
Perda de quatro décimos no setor final
No circuito belga, Russell ficou quatro décimos de segundo atrás de Kimi Antonelli apenas no último setor, mesmo após chegar à Les Combes ligeiramente à frente do companheiro de equipe. A falha deixou o britânico vulnerável na subida em direção à sequência de curvas e culminou em um toque com Lewis Hamilton que resultou em abandono.
Investigação interna descarta erro de pilotagem
De acordo com o time, o estilo de pilotagem não contribuiu para o problema. “Na prática, eram números em uma tela que não estavam calibrados corretamente. O hardware estava perfeito”, explicou Russell à imprensa em Spa. Os engenheiros identificaram parâmetros equivocados que concentravam a entrega de energia no início da volta, esgotando a reserva elétrica quando a maior velocidade era necessária.
Problema semelhante em outros carros
O britânico revelou que Oscar Piastri também enfrentou situação parecida, reforçando que a falha se restringiu à configuração eletrônica e não a componentes mecânicos. “Tudo estava relacionado à mesma calibragem que não estava completamente correta”, disse.
Foco agora é Budapeste
Com a redefinição dos parâmetros, a Mercedes garante que a UP voltará ao rendimento máximo já na próxima etapa. Russell considera o caso encerrado e direciona a atenção para o GP da Hungria, marcado para o circuito de Hungaroring. O piloto prevê um fim de semana desafiador, citando a competitividade esperada da Ferrari e o bom momento de Antonelli.
Com informações de Autoracing



