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Pirelli sob pressão no GP do Canadá após mudança de comando e queixas sobre pneus de chuva

A chegada da Fórmula 1 a Montreal, para o GP do Canadá deste domingo (24), colocou a Pirelli no centro das atenções. A fornecedora italiana enfrenta críticas crescentes em relação aos pneus de chuva, enquanto concretiza uma mudança na liderança do programa na categoria.

Troca na chefia da operação

De acordo com o jornal francês L’Équipe, Mario Isola deixou a linha de frente das atividades da Pirelli na F1. O engenheiro Dario Marrafuschi assumiu o posto em um momento considerado delicado, às vésperas da adoção do novo regulamento técnico de 2026.

Preocupação dos pilotos

A possibilidade de chuva na corrida canadense aumentou a tensão. George Russell, da Mercedes, afirmou que os pilotos identificam deficiências importantes nos compostos molhados. “Esses pneus só funcionam com temperatura. Com 12 ou 13 °C de ambiente amanhã, será realmente complicado”, declarou.

Fernando Alonso, da Aston Martin, classificou a prova como “um teste de sobrevivência”, lembrando que o Circuito Gilles Villeneuve já oferece pouca aderência em condições secas.

Isack Hadjar, da Red Bull, participou de testes de pneus de chuva no início do ano e foi ainda mais incisivo: “Não acho que esses pneus foram feitos para uma corrida com 22 carros. Não há aderência e é muito difícil atingir a temperatura correta.”

Monitoramento da evolução aerodinâmica

Enquanto lida com as críticas, a Pirelli também observa o rápido ganho de performance dos carros projetados para 2026. Segundo o engenheiro Simone Berra, a empresa acompanha de perto os dados coletados em pista. “Estamos focados no próximo evento e monitorando a situação”, disse. Ele apontou o GP da Espanha, em Barcelona, como primeira grande referência técnica após Mônaco para avaliar a nova geração de chassis.

Discussões para 2027

Rumores de que a Pirelli estaria pressionando por reduções de downforce no regulamento de 2027 foram negados por Berra. “Não pedimos diminuição de carga aerodinâmica”, afirmou. Apesar disso, equipes e dirigentes já debatem possíveis alterações em motores, chassis e aerodinâmica, o que amplia a pressão sobre a fornecedora de pneus.

Berra destacou a necessidade de decisões rápidas: “Se algo precisar mudar, teremos de implementar nos próximos testes”.

Com informações de Autoracing

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