Suzuka receberá no próximo fim de semana o 40º Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 com a novidade do trio de compostos mais rígidos da Pirelli: C1 (duro), C2 (médio) e C3 (macio). Será a primeira aparição do C1 na temporada 2026.
Asfalto recapeado e risco de granulação
Propriedade da Honda, o circuito foi recapeado antes da etapa de 2025 entre a saída da primeira chicane e o fim do primeiro setor. Este ano, a obra avançou pelos dois setores restantes até a curva 17. O resultado é uma superfície lisa, ainda suja e com aderência limitada, condição que tende a favorecer episódios de granulação, especialmente no composto mais macio.
Durante o evento passado, a granulação surgiu apenas nos pneus dianteiros e diminuiu com a evolução da pista. A área maior de asfalto novo agora exige monitoramento extra das equipes nos treinos de sexta-feira.
Temperatura pode permitir uma única parada
A prova ocorrerá uma semana antes em relação a 2025, quando a temperatura ambiente se manteve próxima de 15 °C. Caso o clima se repita, a degradação térmica deve permanecer baixa, abrindo espaço para estratégias de apenas um pit-stop. O grau de granulação e a correta colocação dos pneus na janela ideal de temperatura na classificação serão decisivos.
Referência de 2025
No ano passado, a tática de uma parada foi a mais veloz: 15 carros do pelotão da frente largaram com o médio e trocaram para o duro por volta da volta 20. O composto C1 suportou stints longos sem queda expressiva de performance, ajudando os três pilotos que subiram ao pódio.
Histórico do GP do Japão
Disputado pela primeira vez em 1976 em Fuji, o GP japonês teve quatro edições naquele autódromo; todas as demais aconteceram em Suzuka. Michael Schumacher lidera a estatística de vitórias, com seis, uma a mais que Lewis Hamilton. Entre as equipes, a McLaren soma nove triunfos, seguida de perto pela Red Bull, com oito.
Com informações de Autoracing



