O prefeito de Viry-Chatillon, Jean-Marie Vilain, afirmou que a Renault está descumprindo acordos assumidos sobre o futuro da histórica fábrica de motores de Fórmula 1 instalada na cidade, encerrada no fim de 2023.
Segundo Vilain, a montadora havia prometido transformar o complexo no projeto Hypertech Alpine, dedicado ao desenvolvimento de novas tecnologias e ao suporte aos programas da marca no WEC, Fórmula E e rally-raid. Entretanto, sob a gestão do novo CEO, François Provost, esses compromissos teriam sido abandonados.
A acusação foi formalizada em um comunicado intitulado “Mentiras e traição do grupo Renault em relação ao local da Alpine em Viry-Chatillon”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito declarou ter sido informado “pelos próprios diretores” de que as promessas não serão cumpridas, classificando a situação como “desrespeito total” aos empregados. Ele pediu que a Renault, bem como o Estado francês — detentor de 15 % do capital da empresa —, revertam a decisão e anunciou que poderá liderar ações de protesto ao lado dos funcionários.
O futuro da unidade permanece indefinido desde que, ainda sob o então CEO Luca de Meo e com o retorno de Flavio Briatore à Alpine, a equipe optou por se tornar cliente de motores Mercedes. A mudança afetou centenas de trabalhadores e encerrou o programa próprio de propulsores da Renault.
Uma eventual desativação da fábrica representaria o fim de um legado que contabiliza 169 vitórias e 23 títulos mundiais na Fórmula 1. Além disso, a Alpine ainda não confirmou nem negou a continuidade do seu projeto no WEC após 2026.
Com informações de F1Mania.net



