Mohammed Ben Sulayem afirmou nesta sexta-feira (15) que a Fédération Internationale de l’Automobile (FIA) não tem como objetivo conquistar fãs, mas sim garantir a imparcialidade nas competições que administra. A declaração foi feita em entrevista à revista Forbes, poucos meses após sua reeleição para um segundo mandato à frente da entidade.
“A FIA não é só Fórmula 1”
Alvo de críticas no paddock da Fórmula 1, o dirigente lembrou que a federação reúne 245 membros em 149 países e supervisiona uma série de campeonatos além da principal categoria do automobilismo.
“A F1 é apenas um dos campeonatos mundiais sob a nossa responsabilidade. Também cuidamos de kart, rali, cross-country, GT, Fórmula E e outros”, enumerou.
Missão de ser justa, não popular
Ben Sulayem destacou que a principal função da FIA é aplicar os regulamentos de forma equitativa, mesmo que isso gere reação negativa de torcedores, pilotos ou equipes. “Qual é a nossa missão? Ser justos com todos e fazer o melhor pelo esporte. Por isso eu nunca vou conquistar fãs”, disse.
Punições seguem o regulamento
Questionado sobre as punições distribuídas durante os fins de semana de corrida, o presidente defendeu o trabalho dos comissários. “Quando os árbitros aplicam cinco segundos por um erro de piloto, essa é a penalidade prevista. Entendo que as pessoas fiquem irritadas, mas estamos cumprindo o regulamento.”
Autoridade indispensável
Diante das disputas de poder com a Liberty Media e as equipes, Ben Sulayem ressaltou que a FIA segue essencial para a existência da Fórmula 1. “Se a FIA acabar, a F1 acaba junto. Promotores, equipes e pilotos mudam, mas a FIA permanece”, concluiu.
Com informações de Autoracing



