O campeão mundial de 2016, Nico Rosberg, afirmou estar confiante no novo regulamento da Fórmula 1, em vigor desde o início da temporada 2026. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (13), o ex-piloto ressaltou que, apesar das críticas, o mais importante é que haja briga acirrada entre as equipes na pista.
Metade combustão, metade elétrica
As regras introduzidas neste ano impõem divisão de 50/50 entre propulsão a combustão e elétrica, além de substituir o antigo DRS por aerodinâmica ativa. A mudança elevou a complexidade da gestão de energia: além de pneus, freios, combustível e turbulência, os pilotos agora precisam monitorar carga e recarga da bateria durante toda a prova.
Segundo Rosberg, esse ajuste pode causar estranhamento ao público, que vê os carros reduzindo o ritmo em retas para preservar energia. “Do ponto de vista do espectador, parece que os pilotos não estão acelerando tudo o que podem”, declarou ao canal Bloomberg. “Mas, se houver grandes disputas entre Mercedes, McLaren e Ferrari, ninguém vai se preocupar com a divisão 50/50 nem com a tecnologia.”
Críticas de nomes do grid
Enquanto o alemão adota tom otimista, parte dos atuais competidores reprova o novo pacote técnico. Max Verstappen lidera as reclamações, seguido por Charles Leclerc e Lando Norris, que focam especialmente no formato de classificação. O forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão intensificou o debate.
Alterações drásticas ao regulamento são improváveis para 2026, pois exigem aval unânime de equipes, FIA e FOM. Pequenos ajustes já estão programados para a etapa japonesa, e outros poderão ser aplicados conforme necessidades técnicas, repetindo o processo observado em temporadas anteriores.
Comparações com a controversa transição de 1993 para 1994, considerada a pior mudança de regras da história da categoria, voltaram a circular nos bastidores, mas Rosberg mantém a confiança: “Desde que a competição seja forte, o restante virá naturalmente”.
Com informações de Autoracing



