Barcelona (6.fev.2026) – George Russell declarou que o novo W17, monoposto da Mercedes para o regulamento que estreia nesta temporada, oferece uma sensação completamente distinta da vivida pela equipe em 2022, quando o polêmico conceito “sidepod zero” fracassou.
Adaptação imediata
Em entrevista após os três dias de testes de pré-temporada no Circuito de Barcelona-Catalunha, o britânico relatou ter se sentido “em casa” logo nas primeiras voltas.
“Desde o início, tudo soou natural. Este W17 realmente parece um carro de corrida de verdade”, disse o piloto de 28 anos.
Lembrança do trauma de 2022
A comparação com o passado foi inevitável. No primeiro ano do ciclo técnico anterior, o W13 colocou a Mercedes de campeã de construtores em 2021 para a quarta posição, obtendo apenas uma vitória em toda a temporada. Segundo Russell, na ocasião “a pilotagem era estranha e desconfortável desde o primeiro dia”.
Toto Wolff, chefe da equipe, também voltou a mencionar nesta semana o “impacto negativo” daquele projeto, classificando o desempenho de 2022 como “humilhante”.
Números do teste em Barcelona
Durante as sessões realizadas na Catalunha, a Mercedes completou 502 voltas – o maior volume entre as dez equipes. Russell foi o piloto que mais permaneceu na pista, embora o tempo de volta mais rápido tenha ficado com Lewis Hamilton, agora na Ferrari, no último dia de atividades.
Apesar da quilometragem robusta, Russell minimizou os resultados do cronômetro: “O importante foi sentir o carro. Ainda é muito cedo para qualquer conclusão”.
Cautela antes do início do campeonato
O britânico reforçou que apenas o decorrer da temporada indicará se o W17 tem potencial para disputar o título. “Não achamos que o carro seja ruim, mas dizer que pode ser campeão mundial agora é impossível. Precisamos de mais tempo de pista e de corridas reais”, concluiu.
Com informações de Autoracing



