MIAMI (02/05/2026) – George Russell classificou o circuito urbano da Flórida como um dos mais complexos de sua trajetória na Fórmula 1. O britânico da Mercedes ficou com a quinta colocação no grid do Grande Prêmio de Miami, 0s399 atrás do companheiro Kimi Antonelli, que garantiu a terceira pole position consecutiva.
A sessão de classificação foi marcada por oscilações, e Russell revelou ter cometido um erro decisivo na última curva de sua volta final, desperdiçando a chance de melhorar a posição. “Eu estava cerca de três décimos mais rápido, mas perdi tudo no fim”, relatou.
Segundo o piloto, a principal dificuldade está na pouca aderência oferecida pelo asfalto quente do traçado. “Aqui o carro escorrega muito; é parecido com Interlagos. Meu estilo é mais eficiente em pistas de alta aderência”, explicou, acrescentando que pretende apenas “terminar o fim de semana” e focar em circuitos onde costuma render melhor.
Apesar do resultado modesto na classificação, o britânico destacou o ritmo mostrado na corrida sprint realizada pela manhã e acredita ter potencial para avançar no domingo. “Meu ritmo foi bom; se eu tivesse tomado decisões diferentes, poderia ter mantido a posição depois de ultrapassar o Kimi”, comentou.
O chefe da equipe, Toto Wolff, comparou a situação a diferentes superfícies do tênis, indicando que alguns pilotos se adaptam melhor a determinados tipos de pista. “É como um jogador que prefere saibro e outro que atua melhor em piso duro”, disse o austríaco, ressaltando a evolução de Russell ao longo da sessão.
Russell reconheceu que enfrenta mais dificuldades em circuitos de baixa aderência, listando Miami, Zandvoort e Interlagos como exemplos. “São três pistas entre 24 em que realmente sofro, e Miami está no topo”, admitiu.
Para a corrida deste domingo, o objetivo declarado é “maximizar o resultado” sem pensar em limitar danos no campeonato. O piloto lembra que a prova pode ser imprevisível, sobretudo com possibilidade de mudanças climáticas.
Com informações de Autoracing



