George Russell voltou a questionar uma regra sobre recuperação de energia depois de largar na pole e perder a liderança na primeira curva do Grande Prêmio da Austrália, prova que abriu a nova era técnica da Fórmula 1 no último fim de semana.
O piloto da Mercedes explicou que o regulamento limita a quantidade de energia que pode ser recuperada por volta. Como os carros posicionados à frente da linha de cronometragem iniciam a volta válida ainda durante o procedimento de formação, parte desse limite é consumida antes mesmo da largada oficial, criando, segundo ele, uma desvantagem para quem parte das primeiras posições.
“Larguei, acelerei e já usei cerca de 50% do limite”, relatou Russell. “Quando cheguei à metade do circuito, não podia mais carregar energia.” A situação, afirmou, surpreendeu várias equipes.
FIA avalia mudança, mas não há consenso
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda ajustes na regra, porém qualquer alteração exige supermaioria das escuderias. Russell disse que ao menos uma equipe — não revelada por ele, mas cujas boas largadas em Melbourne chamaram atenção — se opõe à revisão. “Alguns preferem manter tudo como está. Acho isso um pouco bobo”, declarou.
O britânico ressaltou que a limitação não foi decisiva para o resultado da corrida, mas considera o dispositivo “desnecessariamente complexo”. Segundo ele, aproximadamente metade do grid errou a gestão de energia na Austrália, mas as equipes já estão adaptando procedimentos para as próximas provas.
Apesar da crítica, Russell reconheceu que disputas sobre regulamentos são parte da dinâmica da categoria: “Isso faz parte do desafio da F1. Vamos lidar com isso e, nas próximas corridas, as largadas serão melhores”.
Com informações de Autoracing



