George Russell voltou a ser alvo de comentários negativos no paddock da Fórmula 1 após a reaparição de uma entrevista concedida em 2025 ao The Athletic. Na conversa, o britânico sugeriu que, se tivesse estreado na categoria cinco anos antes, já teria conquistado dois títulos mundiais. A fala ganhou força depois do Grande Prêmio de Miami de 2026, onde o companheiro de equipe Kimi Antonelli somou a terceira vitória consecutiva e passou a liderar internamente na Mercedes.
Buxton chama postura de “arrogante”
O comentarista Will Buxton foi um dos mais duros críticos de Russell. Segundo ele, o piloto demonstra sentimento de superioridade justamente no momento em que enfrenta maior pressão dentro da escuderia alemã.
“Percebo um nível de merecimento nas palavras dele, como se acreditasse que o campeonato naturalmente lhe pertencesse”, afirmou Buxton, em transmissão recente.
“Títulos” colocados em xeque
Buxton contestou o cenário hipotético apresentado por Russell. Para o comentarista, caso o britânico tivesse chegado à F-1 em 2014, encontraria poucas portas abertas. A Williams, diz ele, mantinha Felipe Massa e Valtteri Bottas, enquanto vagas em equipes menores estariam preenchidas por nomes como Jules Bianchi, Alexander Rossi e Max Chilton.
“O que restaria seria a Caterham, talvez por meia temporada. E ele não chegaria naturalmente à Mercedes para superar Lewis Hamilton ou Nico Rosberg naquele auge”, avaliou.
Desempenho em outras categorias também é questionado
Buxton ironizou inclusive a possibilidade de Russell conquistar troféus fora da F-1. Ele citou que, na Fórmula E, enfrentaria rivais como Sébastien Buemi e Jean-Eric Vergne, e que, no endurance, sua melhor chance seria “talvez um título na LMP2 ou em campeonatos de GT”.
Russell iniciou a temporada 2026 como um dos principais candidatos ao título mundial, mas vê Antonelli crescer dentro da equipe após três triunfos seguidos. A Mercedes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de seu piloto.
Com informações de Autoracing



