19 de junho de 2026 – Carlos Sainz manifestou apoio às restrições impostas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ao conjunto motriz Red Bull-Ford, centro de uma disputa que envolve o sistema de equalização de motores ADUO na Fórmula 1.
Segundo a avaliação da entidade, a unidade de potência desenvolvida pela Red Bull é atualmente a mais competitiva do grid. Com isso, a fabricante enfrenta limites de desenvolvimento, enquanto as demais fornecedoras podem seguir atualizando seus propulsores.
A equipe austríaca refuta a análise. Laurent Mekies, chefe do time, afirmou recentemente não haver “um único dado” que comprove vantagem do motor em relação aos rivais. O piloto espanhol discorda.
Impressão formada nos testes no Bahrain
Sainz relatou que passou a questionar a performance da Red Bull ainda na pré-temporada, realizada no Bahrain. “A Red Bull me surpreendeu muito desde o primeiro teste, assim como a Racing Bulls”, declarou. O competidor da Williams observou que a superioridade apareceu em várias etapas do calendário.
Ele citou especificamente os GPs do Canadá, em clima mais frio, e de Mônaco, onde as velocidades máximas registradas pelos carros equipados com o motor Red Bull-Ford ficaram entre as maiores do fim de semana.
Desempenho em duas equipes
Para o espanhol, o fato de Red Bull e Racing Bulls exibirem resultados semelhantes reforça a tese de que há, sim, um ganho técnico. “Nesse ponto, já não é mais coincidência”, afirmou. Sainz compete com motores Mercedes e é conhecido no paddock por análises detalhadas de telemetria.
Enquanto a FIA mantém sua posição e a Red Bull segue argumentando contra as limitações, o debate sobre o real desempenho da unidade de potência deve continuar dominando as conversas entre equipes nas próximas etapas.
Com informações de Autoracing



