Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, esclareceu neste sábado (14 de março de 2026) os motivos que levam a Mercedes a tirar melhor proveito da unidade de potência fornecida pela divisão High Performance Powertrains (HPP) no começo do atual ciclo técnico da Fórmula 1.
De acordo com o dirigente, a diferença não provoca queixas em Woking. O foco, afirma, está em acelerar o processo de aprendizado para explorar totalmente o motor. “Quando se é equipe cliente, é natural levar tempo para compreender um sistema tão complexo”, disse.
Complexidade sem precedentes
Stella classificou o novo propulsor como o mais intrincado que já encontrou na categoria. Ele apontou “sensibilidades únicas” que tornam pequenas variações no gerenciamento de energia capazes de gerar grandes diferenças de velocidade e tempo de volta.
Vantagem estrutural da equipe de fábrica
Segundo o italiano, a integração total entre a escuderia oficial da Mercedes e a HPP garante um fluxo de informações impossível de replicar por clientes. “É justo existir uma pequena vantagem; não estamos reclamando”, reforçou.
Aprendizado em cada sessão
A McLaren detectou, após a classificação na Austrália, estratégias de uso de energia adotadas pela Mercedes que ainda não dominava. O fim de semana da China, com duas tomadas de tempo e a corrida sprint, proporcionou novos dados. “Em cada evento entendemos mais como a unidade de potência reage”, relatou.
Telemetria da própria McLaren mostra variações claras até entre voltas do mesmo piloto. Identificar a origem dessas oscilações é prioridade do time, que já nota evolução desde a abertura da temporada em Melbourne, mas acredita haver “desempenho adicional” a ser liberado.
Desenvolvimento do carro segue paralelo
Enquanto aprofunda o conhecimento sobre o motor, a McLaren trabalha em atualizações de chassi. Stella explicou que informações coletadas em testes e nas primeiras corridas direcionam as próximas fases do projeto.
O dirigente agradeceu o suporte “extremamente prestativo” da HPP e ressaltou que a forma de gerir o motor influencia diretamente as disputas em pista, como visto na Austrália e na sprint chinesa, onde diversas ultrapassagens ocorreram.
Com informações de Autoracing



