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Stella aponta desvantagem da McLaren por depender do motor Mercedes na F1 2026

Londres, 21 de junho de 2026 – Andrea Stella, chefe da McLaren, afirmou que a equipe iniciou a temporada 2026 da Fórmula 1 em posição desfavorável por utilizar uma unidade de potência fornecida pela Mercedes High Performance Powertrains (HPP), diferentemente das principais rivais que operam projetos próprios.

Diferença entre equipes de fábrica e clientes

Entre as quatro escuderias de ponta — Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren —, o time de Woking é o único que não conta com um motor desenvolvido internamente. Para Stella, essa condição limita a integração entre chassi e propulsor, crucial na estreia do novo regulamento técnico.

“Como nunca antes, sentimos que ser uma equipe cliente nos colocou em desvantagem”, declarou o dirigente. Ele ressaltou que a questão não se deve a prioridade menor dada pela Mercedes HPP, mas sim às restrições de cronograma e de testes conjuntos que uma equipe de fábrica naturalmente não enfrenta.

Títulos recentes e novos desafios

A McLaren conquistou o Mundial de Construtores em 2024 e 2025, feitos históricos para uma equipe cliente na era turbo-híbrida. No mesmo período, Lando Norris assegurou o campeonato de pilotos em 2025. Porém, a mudança de regras em 2026 trouxe obstáculos: problemas de confiabilidade próprios e da unidade de potência impactaram o início da campanha.

No Grande Prêmio da China, Norris e Oscar Piastri não largaram após falhas no sistema de potência. Mais tarde, no Canadá, um defeito no câmbio — componente exclusivo da McLaren — comprometeu o carro de Norris, evidenciando que os contratempos não se restringem ao motor.

Necessidade de integração maior

Stella explicou que, sendo uma equipe de fábrica, seria possível ampliar sequências de testes combinando alterações de chassi e ajustes da unidade de potência, algo limitado para quem depende de um fornecedor externo. “Há muitos aspectos ligados à confiabilidade e ao desempenho que exigem revisão na profundidade, intensidade e eficiência dos processos de compartilhamento de informações”, acrescentou.

Apesar das dificuldades, o dirigente destacou a “relação fantástica e bem-sucedida” com a Mercedes HPP. Segundo ele, a parceria permite avaliar cada falha individualmente, mas a magnitude das alterações técnicas de 2026 obriga a repensar métodos de trabalho para antecipar problemas futuros.

Assim, a McLaren busca aprimorar a integração com a fornecedora alemã enquanto tenta defender os títulos conquistados nos dois últimos anos.

Com informações de Autoracing

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