Melbourne (AUS), 17 de março de 2026 – Toto Wolff esclareceu nesta terça-feira o motivo que levou a Aston Martin a trocar os motores Mercedes pela Honda a partir de 2026, encerrando uma relação de longa data com a fabricante alemã.
Decisão partiu da equipe britânica
De acordo com o chefe da Mercedes, a iniciativa foi integralmente da Aston Martin. “Eles quiseram se tornar uma equipe de fábrica junto com a Honda e a parceira Aramco. Por isso tivemos de permitir que seguissem esse caminho”, afirmou Wolff no paddock australiano.
Início promissor da Mercedes no novo regulamento
Nesta temporada, marcada pela nova regulamentação técnica, a Mercedes abriu o campeonato com duas dobradinhas consecutivas. A unidade de potência construída em Brackley, integrada ao chassi W17, é considerada referência do grid. George Russell e o estreante Kimi Antonelli relatam confiança no conjunto.
Além de sua própria equipe, a Mercedes segue abastecendo McLaren e Williams. A vaga deixada pela Aston Martin como cliente foi ocupada pela Alpine, fortalecendo a ligação entre a marca francesa e a fornecedora alemã.
Dificuldades no projeto Aston Martin-Honda
A parceria recém-iniciada entre Aston Martin e Honda enfrenta problemas de confiabilidade. Fortes vibrações na unidade de potência japonesa têm preocupado a equipe e, em certas ocasiões, chegaram a impactar o conforto dos pilotos.
Questionado em Melbourne, o diretor técnico Adrian Newey disse que o foco imediato é eliminar as vibrações para garantir confiabilidade. Em seguida, a meta será buscar ganhos de desempenho e iniciar o desenvolvimento do motor de 2027.
Consequências da separação
Para a Mercedes, a saída da Aston Martin abriu espaço para uma cooperação cada vez mais estreita com a Alpine. Já a Honda lida com pressão extra para solucionar falhas e entregar potência competitiva antes do próximo ciclo de motores.
Com informações de Autoracing



