20 de abril de 2026 – 20h03
A Fórmula 1 oficializou nesta segunda-feira (20) uma série de ajustes técnicos válidos a partir do Grande Prêmio de Miami, primeira etapa a adotar por completo o pacote 2026. As mudanças elevam o limite de carga elétrica de 250 kW para 350 kW e reduzem a colheita máxima na classificação de 8 MJ para 7 MJ.
Mais potência para o motor elétrico
Com o ganho de 100 kW, o motor a combustão passará a atuar como gerador de forma mais intensa, encurtando o tempo necessário para recarregar as baterias de íons de lítio. Mesmo assim, o clipping – perda momentânea de potência por falta de energia – continua previsto, embora em menor escala.
Papel do piloto volta a crescer
A redução de 1 MJ na recuperação de energia durante a classificação deve simplificar a busca pela volta ideal, deslocando o foco do gerenciamento de software para a pilotagem pura. A intenção é permitir que os competidores mantenham o ritmo máximo por períodos mais longos.
Limite de fluxo de combustível segue em 75 kg/h
A Federação manteve a vazão de combustível em aproximadamente 75 kg/h, 25% abaixo do índice que vigorava até 2025. Segundo equipes e montadoras, o teto mais baixo sustenta a estratégia de usar combustíveis sintéticos 100% sustentáveis e reforça a linha de pesquisa em eletrificação.
Próximos passos
Autoridades da categoria reconhecem que a eliminação total do clipping depende da adoção de baterias de estado sólido, prevista apenas para o próximo ciclo técnico. Até lá, os carros continuarão sujeitos à gestão rigorosa de energia, enquanto a FIA e a FOM monitoram o impacto das medidas inauguradas em Miami.
O novo regulamento será colocado em prática pela primeira vez no fim de semana do GP de Miami, considerado teste decisivo para avaliar se as alterações devolvem aos pilotos a possibilidade de manter o “pé embaixo” durante toda a volta.
Com informações de Autoracing



