HomeFórmula 1Receita italiana pressiona pilotos da Fórmula 1 por impostos atrasados

Receita italiana pressiona pilotos da Fórmula 1 por impostos atrasados

Roma, 21 de abril de 2026 – A agência tributária da Itália reforçou a fiscalização sobre rendimentos obtidos por pilotos da Fórmula 1 em provas realizadas no país e iniciou a cobrança de impostos retroativos referentes aos últimos anos.

Investigação da Guardia di Finanza

Reportagem do jornal Il Resto del Carlino revelou que a Guardia di Finanza abriu inquérito para apurar possíveis omissões de equipes e pilotos no pagamento de tributos gerados em território italiano. A legislação local determina que atletas estrangeiros quitem impostos sobre qualquer rendimento obtido no país, mas a regra vinha sendo aplicada de forma irregular.

O advogado Alessandro Mei solicitou uma verificação mais rigorosa, e a categoria automobilística despontou como principal alvo devido aos altos salários. Segundo o portal RacingNews365, tanto competidores atuais quanto ex-pilotos estão sob análise; até o momento, não havia notificações formais de cobrança.

Cartas enviadas aos pilotos

A autoridade fiscal encaminhou correspondências exigindo que os pilotos apresentem as declarações referentes ao ano fiscal de 2025. O comunicado orienta que o contato seja feito diretamente, pessoalmente ou por meio de representantes, para definir os próximos passos do processo.

Cobrança pode retroagir vários anos

Os investigadores pretendem revisar contratos de trabalho e acordos de patrocínio para calcular valores devidos em temporadas passadas. Caso a quantia ultrapasse 50 mil euros, o não pagamento pode ser enquadrado como crime fiscal, sujeito a multas expressivas além da quitação do imposto.

Provas em três circuitos na mira

A Fórmula 1 visitou recentemente três pistas italianas: Monza, sede tradicional do Grande Prêmio da Itália; Imola, palco do GP da Emília-Romanha; e Mugello, que recebeu o GP da Toscana em 2020, durante a pandemia. O Tribunal de Contas determinou investigações nessas regiões, e a Guardia di Finanza conduz apurações simultâneas.

Sistemas semelhantes de tributação sobre esportistas não residentes existem em países como Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, mas a iniciativa italiana representa um endurecimento inédito para a categoria no país.

Com informações de Autoracing

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