Toto Wolff, chefe da Mercedes, fez um apelo à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que haja máxima cautela na aplicação da nova regra ADUO – Additional Development and Upgrade Opportunities, introduzida nesta temporada da Fórmula 1. O dispositivo permite desenvolvimento extra às fabricantes de unidade de potência que apresentem desempenho inferior ao dos rivais.
O dirigente lembrou que o objetivo do ADUO é permitir que marcas em desvantagem reduzam a diferença para as concorrentes, “mas não que as superem”. “O princípio é possibilitar que quem está atrás alcance o grupo da frente, sem virar o jogo”, afirmou Wolff.
A FIA pretende usar dados de desempenho para definir quais fabricantes terão direito ao benefício. A primeira verificação está marcada para depois da sexta etapa do campeonato, com novas análises programadas após as rodadas 12 e 18.
Com a Mercedes considerada referência no início de 2024, outras equipes já pressionam a entidade para liberar o auxílio. Entre elas aparece a Ferrari, que se destacou nas provas da Austrália e da China.
Wolff alertou que qualquer decisão equivocada pode alterar o cenário competitivo: “Qualquer escolha terá grande impacto no desempenho e no campeonato se não for tomada com absoluta precisão, clareza e transparência”.
O executivo também salientou que o mecanismo não deve abrir espaço para “jogos estratégicos” e precisa seguir o espírito original da regra. Segundo ele, apenas um fabricante – a Honda – enfrenta dificuldades suficientes para se enquadrar nos critérios atuais, enquanto os demais operam em nível semelhante.
“Parece haver apenas um fornecedor com problema real, e devemos ajudar. Ficarei muito surpreso e decepcionado se o ADUO mexer na ordem competitiva atual”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



