Carlos Sainz afirmou que pressões políticas nos bastidores estão atrasando a aprovação de mudanças técnicas na Fórmula 1. Segundo o piloto da Williams e diretor da GPDA, fabricantes de motores exercem influência direta nas discussões e tentam preservar vantagens competitivas.
Durante a pausa de abril, a categoria examinou ajustes nos regulamentos após preocupações com o chamado superclipping. Para o Grande Prêmio de Miami, foram aprovadas duas alterações: o limite do superclipping subiu para 350 kW e a energia total disponível caiu de 8 MJ para 7 MJ.
Propostas mais amplas para 2027, porém, enfrentam resistência. O chefe da McLaren, Andrea Stella, chegou a sugerir o adiamento das novas regras para 2028. Qualquer mudança de grande porte precisa de supermaioria no Comitê Consultivo das Unidades de Potência, que reúne FIA, Fórmula 1 e os cinco fornecedores de motores.
“O que está segurando tudo é alinhar politicamente todas as equipes”, disse Sainz. “Alguns fizeram um trabalho melhor em certas áreas e não querem perder desempenho com a mudança das regras.”
De acordo com o espanhol, os fabricantes atuam intensamente para defender seus interesses técnicos. “Se a FIA simplesmente dissesse ‘é isso que vai acontecer’, a maior parte das equipes conseguiria lidar. Mas há interesses em jogo puxando as cordas por todos os lados”, completou.
Com informações de F1Mania.net



