A Aston Martin reconheceu que enfrentará uma sequência de provas complicada na temporada de 2026 da Fórmula 1. Antes do Grande Prêmio do Canadá, Fernando Alonso e Lance Stroll ocupam a última colocação tanto no Mundial de Pilotos quanto no de Construtores, quadro que o chefe de operações de pista, Mike Krack, classificou como “desgastante” para os competidores.
Os resultados abaixo do esperado começaram após a estreia dos novos regulamentos técnicos e da unidade de potência fornecida pela Honda. Segundo Krack, a combinação gerou falhas repetidas e abandonos nas primeiras corridas, pressionando o time britânico logo no início do campeonato.
A Honda já corrigiu parte das vibrações detectadas nos testes, mas a equipe admite que ainda há “uma longa lista” de ajustes para tornar o conjunto competitivo. Sem grandes atualizações previstas até as férias de agosto, Alonso e Stroll terão de pilotar um carro limitado em relação aos rivais durante a fase europeia do calendário.
Proteção aos pilotos
Em Montreal, Krack destacou a necessidade de blindar os pilotos da repercussão negativa.
“Vocês fazem a mesma pergunta toda quinta, sexta, sábado e domingo, e de novo na semana seguinte. Para eles é difícil repetir sempre a mesma resposta”, afirmou.
O dirigente explicou que a repetição de questionamentos sobre a má fase aumenta a frustração de Alonso e Stroll, que vêm largando nas últimas posições. “Precisamos protegê-los disso, porque eles acumulam a frustração de estar atrás no pelotão”, completou.
Plano de recuperação
Krack relatou que Aston Martin e Honda definiram cedo um roteiro de melhorias, mas ressaltou que mudanças significativas exigem tempo na categoria.
“Sabemos da nossa situação e traçamos os passos necessários para evoluir, cientes de que, na Fórmula 1, não se consegue isso dentro de uma única temporada”, disse. A estratégia agora, segundo ele, é buscar pequenos avanços prova a prova para manter o moral interno: “Você precisa se motivar evoluindo corrida após corrida e, no fim, olhar para trás e ver o que conseguiu alcançar”.
Sem atualizações substanciais até o recesso de agosto, a equipe prevê seguir em ritmo de recuperação gradual, tentando reduzir a distância para os concorrentes enquanto trabalha nas soluções de médio e longo prazos.
Com informações de F1Mania.net



