O ex-piloto e ex-comissário da FIA, Johnny Herbert, afirmou não acreditar que Max Verstappen vá deixar a Fórmula 1, apesar das recentes declarações do holandês sobre uma possível despedida da categoria.
Herbert declarou que o tricampeão da Red Bull está “jogando” para pressionar equipes, dirigentes e a Federação Internacional de Automobilismo. “Ele diz que vai sair porque os carros não são o que gostaria, mas isso faz parte de uma estratégia”, comentou o britânico em entrevista a um site de apostas.
Insatisfação com os regulamentos
Desde o início da temporada, Verstappen tem se mostrado frustrado com as regras técnicas e com o comportamento dos carros da geração atual. As críticas alcançaram outros pilotos e levaram a FIA a promover ajustes antes do Grande Prêmio de Miami, com foco em segurança e na qualidade das disputas.
Um dos pontos mais discutidos nas primeiras etapas foi o “super-clipping”, fenômeno que dominou as conversas entre os GPs da Austrália e do Japão. Para Herbert, o descontentamento de Verstappen evidencia a necessidade de maior participação dos pilotos na formulação das normas.
“Max e todos os pilotos querem um carro que os desafie. Os modelos atuais não fazem isso e, por isso, eles estão frustrados”, explicou o ex-piloto, sugerindo que nomes como Verstappen e Lewis Hamilton deveriam ter voz ativa nas decisões técnicas.
“A maior emoção do automobilismo”
Apesar das ameaças de saída, Herbert sustenta que a Fórmula 1 continua oferecendo a experiência mais extrema do esporte a motor. “Você nunca abandona a F1, porque esses ainda são os melhores carros de corrida que existem. Provavelmente é a maior emoção que se pode ter ao volante”, disse.
O britânico acrescentou que as recentes mudanças promovidas pela FIA podem reduzir a insatisfação de Verstappen. “Estamos cada vez mais perto de ter um carro de corrida mais ‘normal’, e isso deve deixá-lo em um estado mental melhor”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



