James Vowles reforçou que as conversas sobre o regulamento de motores da Fórmula 1 para 2027 permanecem ativas, mesmo após o aumento das divergências entre os fabricantes. Falando à imprensa durante o fim de semana do GP do Canadá, o chefe da Williams afirmou que “nada está morto” nas discussões sobre a divisão de potência entre motor a combustão e sistema elétrico.
Depois do GP de Miami, parecia haver um princípio de acordo para que 60% da potência viesse do motor a combustão e 40% do sistema híbrido. No entanto, nas últimas semanas Ferrari e Audi recuaram no apoio à proposta, criando incertezas sobre a aprovação final das mudanças.
A resistência dessas duas fornecedoras pode bloquear qualquer alteração, já que a aprovação requer apoio amplo entre os produtores de unidades de potência. Vowles, contudo, garantiu que todas as partes continuam na mesa de negociação e concordam que o projeto ainda precisa de ajustes, sobretudo em desempenho de classificação e dinâmica de corrida.
“Todos reconhecemos que ainda não estamos onde gostaríamos com parte desses regulamentos. Ninguém saiu da mesa”, declarou o dirigente britânico, que citou as provas de Miami e trechos da corrida em Xangai como exemplos positivos da temporada atual.
O chefe da Williams lembrou que o desenvolvimento das unidades de potência exige investimentos altos e planejamento de componentes com até 18 meses de antecedência, o que dificulta mudanças rápidas. “Essas operações são extremamente caras e é muito difícil mudar de direção rapidamente em um mundo de unidades de potência. Mas nada está morto; é questão de equilibrar o que pode ser alcançado por todos”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



