A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) penalizou a McLaren em 30 mil euros — 20 mil pagáveis imediatamente e 10 mil com suspensão condicional — depois de uma irregularidade identificada no carro de Lando Norris durante o segundo treino livre (TL2) para o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1.
Logo no início da sessão, o volante do MCL38 desligou repentinamente, obrigando Norris a estacionar na saída do túnel do circuito de rua. Sem potência, o monoposto ficou imóvel e precisou ser removido pelos fiscais.
No procedimento de retirada, os comissários tentaram acionar o Clutch Disengagement System (CDS), sistema que desacopla a embreagem para facilitar o deslocamento do carro. O dispositivo, porém, não pôde ser utilizado: uma fita transparente aplicada sobre o botão de acionamento impediu o funcionamento adequado, forçando o uso de uma prancha com rodinhas para levar o carro até um local seguro.
Convocados após a sessão, representantes da McLaren admitiram ter coberto o botão do CDS por motivos aerodinâmicos. Segundo o relatório dos comissários, a proteção impedia que o dispositivo fosse acionado rapidamente pelos fiscais, contrariando as normas de segurança que exigem acesso imediato em situações de emergência.
A FIA destacou que um incidente semelhante já havia ocorrido com a Racing Bulls no GP do Canadá, quando a equipe recebeu penalidade de valor idêntico, mas com 20 mil euros suspensos por doze meses. No caso da McLaren, os comissários mantiveram a base de 30 mil euros, porém reduziram a parte suspensa a 10 mil, por entenderem que o episódio canadense serviu como alerta às equipes sobre a importância de manter o CDS operacional.
Os 10 mil euros suspensos só serão cobrados em caso de reincidência por infrações semelhantes dentro do próximo ano.
Com informações de F1Mania.net



