Juan Pablo Montoya recuou na expectativa de que Lewis Hamilton deixaria a Fórmula 1 ao fim de 2026. Em entrevista ao podcast AS Colombia, o ex-piloto afirmou que, diante do desempenho atual do britânico na Ferrari, a aposentadoria deverá ficar para depois.
Na temporada de 2026, Hamilton ocupa a segunda posição do campeonato, 50 pontos atrás do líder Kimi Antonelli, mantendo-se firme na luta pelo título. “Hamilton não vai embora por pelo menos dois ou três anos. Se a Ferrari continuar como está e ele seguir apresentando esse rendimento, não se aposentará”, declarou Montoya.
A opinião contrasta com o que o colombiano defendia anteriormente. Após um primeiro ano difícil de Hamilton em Maranello, Montoya chegou a apontar o fim de 2026 como provável data de despedida do heptacampeão. Agora, o cenário positivo do time italiano levou o ex-piloto a revisar o prognóstico.
Impacto sobre novos talentos
Mesmo admitindo que a permanência de Hamilton pode beneficiar a Ferrari no curto prazo, Montoya alertou para o efeito colateral na formação de jovens pilotos. “Se você tem Hamilton por dois ou três anos, o problema é que, mais cedo ou mais tarde, alguém ainda mais interessante pode surgir para a equipe”, avaliou.
O colombiano citou um exemplo hipotético envolvendo nomes da base. Caso Rafael Câmara chegue à Fórmula 1 e seja considerado mais promissor, Montoya acredita que Ollie Bearman poderia perder espaço, ilustrando como o tempo de cada piloto e a percepção da equipe influenciam nas oportunidades.
Com Hamilton em alta e a Ferrari competitiva, a discussão sobre o futuro do britânico e o caminho para os jovens talentos segue aberta no paddock.
Com informações de F1Mania.net



