Fernando Alonso deixou o circuito de Monte Carlo insatisfeito nesta sexta-feira (6), após os dois primeiros treinos livres do Grande Prêmio de Mônaco. O espanhol, bicampeão mundial, classificou a atual geração de monopostos da Fórmula 1 como “a pior” que já guiou no tradicional traçado urbano.
No segundo treino livre, Alonso ficou na 20ª colocação, mais de dois segundos atrás da volta mais rápida. O panorama da Aston Martin ainda se agravou porque Lance Stroll registrou o tempo mais lento da sessão, posicionando a equipe atrás até da Cadillac no fechamento das atividades.
Falta de aderência na dianteira
Ao analisar o rendimento do AMR26, Alonso apontou falta de grip no eixo dianteiro como principal obstáculo. “Estamos perdendo muita aderência dianteira no meio das curvas”, explicou. O piloto afirmou que o problema tem caráter crônico e ainda não foi solucionado, apesar das mudanças de acerto feitas ao longo do dia e das que estão previstas para a noite.
Comportamento inconsistente
Além do subesterço persistente, o espanhol reclamou da variação no comportamento do carro em entradas de curva, citando reduções de marcha, trocas para marchas mais altas e o nível de recuperação de energia como pontos críticos em Mônaco. “Existe inconsistência demais na forma como o carro reduz marchas e na velocidade de aproximação das curvas”, resumiu.
Crítica à geração 2026
A temporada 2026 introduziu carros mais leves e curtos e eliminou o “Modo Reta” no Principado, permitindo o uso de maior carga aerodinâmica ao longo da volta. Mesmo assim, Alonso disse não notar qualquer ganho na pilotagem. Questionado se o circuito monegasco favorece os novos modelos, respondeu de forma direta: “Eu não acho”. Em seguida, foi enfático: “Esta provavelmente é a pior geração de carros que já pilotei em Mônaco”.
Com desempenho abaixo do esperado e sem solução imediata à vista, a Aston Martin trabalha para reverter o quadro antes da classificação de sábado.
Com informações de Autoracing



