Jean Alesi afirmou que as comparações entre sua passagem pela Ferrari e a de Charles Leclerc não se sustentam. Em entrevista ao jornalista Leo Turrini, do Quotidiano Nazionale, divulgada nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, o ex-piloto francês declarou que o monegasco já demonstrou todo o seu potencial e não sofre da chamada “síndrome de Alesi” – expressão usada para descrever pilotos queridos pela torcida que deixam Maranello sem conquistar um título mundial.
“A comparação não faz sentido”, resumiu Alesi. Ele reconheceu apenas um ponto em comum: ambos ingressaram na equipe em fases de dificuldades técnicas. “Quando cheguei, a Ferrari vivia uma crise. Até meu grande amigo Michael Schumacher não venceu de imediato. Leclerc passou por situação parecida”, lembrou.
Renovação de contrato é sinal de confiança
Para o francês, a recente extensão de vínculo de Leclerc prova que o piloto acredita no projeto de desenvolvimento do time. O monegasco optou por permanecer mesmo após a vitória de Lewis Hamilton no GP da Espanha, resultado que aumentou a pressão interna e levou a Ferrari a concentrar esforços no carro do heptacampeão.
Hamilton, Mercedes e a luta pelo título
Alesi disse não ter se surpreendido com o retorno de Hamilton ao topo do pódio. “Ele não esqueceu como pilotar”, brincou, comemorando a primeira vitória do britânico com a Ferrari. Ainda assim, o ex-piloto considera que, nesta temporada, o carro de Maranello permanece atrás do da Mercedes e, por isso, a disputa pelo campeonato já está comprometida.
Antonelli favorito; apoio a Vasseur
Na avaliação de Alesi, Kimi Antonelli desponta como principal candidato ao título, superando a consistência de George Russell. O francês também defendeu a permanência de Frédéric Vasseur no comando técnico, alegando que a Ferrari necessita de continuidade após várias mudanças.
Com informações de Autoracing



