O possível ingresso de uma 12ª equipe na Fórmula 1 voltou ao debate depois de rumores que envolvem a fabricante chinesa BYD, mas, para o CEO da McLaren, Zak Brown, alguns autódromos não têm estrutura para acomodar mais um time nos boxes.
A F1 já confirmou a entrada da Cadillac em 2026, elevando o número de competidores para 11. Com o interesse da BYD, surgiram discussões sobre uma nova expansão do grid.
Encontros durante o GP de Mônaco
Os rumores ganharam força após a vice-presidente da BYD, Stella Li, reunir-se com o CEO da categoria, Stefano Domenicali, no fim de semana do GP de Mônaco. Li também manteve longas conversas com Christian Horner em Cannes, na França, em meados de maio.
A montadora chinesa avalia diferentes possibilidades: criar uma equipe própria, firmar parceria com uma estrutura já existente ou atuar como fornecedora de unidade de potência. Até o momento, nada foi definido publicamente.
Box apertado
Questionado sobre a chegada de um 12º time, Brown disse que ainda não se aprofundou no tema, mas apontou a limitação física de alguns circuitos como ponto crítico:
“Se eu dedicar dois segundos ao assunto, vejo questões operacionais em alguns autódromos sobre capacidade para isso.”
Decisão nas mãos da FIA e da Fórmula 1
Brown lembrou que a decisão final pertence à FIA e à própria Fórmula 1, que precisam zelar pelo equilíbrio financeiro do campeonato:
“No fim das contas, é uma decisão da FIA e da Fórmula 1. É preciso garantir que o equilíbrio econômico esteja correto.”
Sem direito a voto, o dirigente afirmou confiar no critério das entidades responsáveis:
“Se entenderem que é bom para o esporte, teremos uma 12ª equipe. Caso contrário, continuaremos com o que temos.”
Até que uma posição oficial seja anunciada, a possibilidade de a BYD ingressar no grid segue em análise, e as restrições logísticas citadas por Brown permanecem como um dos principais desafios.
Com informações de F1Mania.net



