Lewis Hamilton afirmou que a Ferrari ainda precisa de tempo para encurtar a distância que a separa da Mercedes na Fórmula 1. Mesmo com a estreia de uma nova unidade de potência e a vitória de Charles Leclerc no Grande Prêmio da Inglaterra, o heptacampeão acredita que o avanço requerido exige um processo prolongado de desenvolvimento.
De acordo com o britânico, a escuderia de Maranello estabeleceu uma base consistente para 2026, sobretudo em termos de confiabilidade, mas mudanças expressivas no desempenho do motor não acontecem “da noite para o dia”.
Embora o chassi do SF-26 seja considerado um dos mais competitivos do grid, o carro vermelho continua perdendo velocidade nas retas quando comparado a Mercedes e Red Bull Racing. Hamilton e Leclerc identificaram a falta de velocidade final como o principal obstáculo ao longo da temporada.
Hamilton ressaltou que a contribuição dos pilotos é limitada nesse campo e que a evolução depende do trabalho nas instalações da equipe: “Quando o assunto é motor, há pouco que possamos fazer dentro do cockpit; tudo recai sobre os engenheiros na fábrica e a experiência deles para liberar desempenho”, explicou.
Nos fins de semana de corrida, os pilotos fornecem dados sobre dirigibilidade, resposta ao acelerador, trocas de marcha e relações de transmissão. “Sempre pressionamos por mudanças ou destacamos pontos que a equipe avalia no simulador em busca de ganho de performance”, acrescentou o britânico.
O heptacampeão observou ainda que, em algumas análises, parece faltar energia da bateria no final das retas, diferença que surge nas comparações com as rivais diretas. Apesar disso, elogiou a confiabilidade do conjunto italiano em uma temporada marcada por falhas mecânicas e elétricas em outras equipes.
“Leva meses para projetar e aplicar alterações que mantenham a confiabilidade. O mais impressionante é que a Ferrari construiu um carro e um motor confiáveis; agora podemos progredir a partir dessa base, graças ao novo regulamento”, concluiu Hamilton.
Com informações de F1Mania.net



