A Red Bull confirmou que utilizará uma asa traseira convencional no Grande Prêmio da Bélgica, marcado para este fim de semana em Spa-Francorchamps.
A decisão foi anunciada depois de dois acidentes envolvendo Max Verstappen nas provas anteriores, na Áustria e na Inglaterra. De acordo com Laurent Mekies, chefe da equipe, análises realizadas após o GP britânico detectaram uma falha no componente aerodinâmico.
Falha surgia na transição entre retas e curvas
Os engenheiros identificaram que, ao deixar o modo de reta e retornar à configuração de curvas, a asa gerava uma perturbação no fluxo de ar. Esse fenômeno reduzia momentaneamente a carga aerodinâmica na traseira, provocando instabilidade justamente em curvas de alta velocidade – cenário enfrentado por Verstappen nos incidentes recentes.
Conceito inovador é deixado de lado
Até Silverstone, Red Bull e Ferrari vinham testando um sistema em que o flap superior girava mais de 180 graus quando o modo reta era acionado, diminuindo ainda mais o arrasto e proporcionando maior velocidade máxima. Apesar do ganho em performance, a solução mostrou limitações em determinadas condições de pista.
No design convencional escolhido para Spa, o flap abre apenas o necessário nas retas para reduzir a resistência ao ar e volta à posição normal nas curvas, operação que oferece comportamento mais previsível.
Testes em Silverstone confirmaram a mudança
Antes de optar pela troca, a equipe realizou um dia de filmagens em Silverstone na semana passada. Os testes comparativos corroboraram a avaliação de que o conceito inovador comprometia o equilíbrio do RB22. A partir do GP da Bélgica, portanto, o carro volta a adotar a configuração aerodinâmica tradicional, medida que, segundo a Red Bull, deve restabelecer a estabilidade nas curvas rápidas.
Com informações de Autoracing



