HomeFórmula 1Presidente da FIA admite falhas no regulamento da F1 para 2026

Presidente da FIA admite falhas no regulamento da F1 para 2026

Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), reconheceu nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, que o regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026 contém “brechas” e precisa de ajustes. A admissão veio depois de críticas públicas de pilotos durante o Grande Prêmio da Bélgica, disputado no circuito de Spa-Francorchamps.

Carlos Sainz e Lewis Hamilton foram alguns dos competidores que questionaram como o texto foi aprovado, apontando problemas no gerenciamento de energia nas longas retas do traçado belga. “Também cometemos erros”, declarou Ben Sulayem à emissora Viaplay. “Quando identificamos falhas, levantamos a mão e corrigimos.”

FIA vê progressos, mas mudanças dependem de consenso

Apesar das reclamações, o dirigente afirmou que o regulamento evoluiu desde a abertura da temporada. “No início do ano não havia competição suficiente, agora há”, disse o presidente, acrescentando que a FIA analisou todas as informações e protestos recebidos.

Ben Sulayem ressaltou, porém, que alterações significativas exigem apoio dos fornecedores de motores e das equipes. Para aprovar qualquer revisão é necessária uma “supermaioria” de quatro votos entre os seis fabricantes envolvidos. Segundo relatos, Red Bull e Mercedes defendem ajustes, enquanto Honda, Audi e Cadillac mostram resistência; a Ferrari se opõe a grandes revisões.

Debate sobre motores V8 para 2031 ganha força

Paralelamente às discussões sobre 2026, cresce o apoio a uma eventual volta dos motores V8 em 2031. “Precisamos avaliar quais são os objetivos”, afirmou Ben Sulayem. Ele apontou como critérios o som para os torcedores, simplicidade de projeto e redução de custos.

O presidente confirmou que a FIA já estuda a utilização de combustível totalmente sustentável nesses propulsores. “Temos 100% de durabilidade com esse combustível. Estamos fazendo os cálculos e conversando com equipes, fornecedores e pilotos”, explicou, acrescentando que a decisão não cabe apenas à federação ou às escuderias, mas também deve considerar os competidores.

Com informações de Autoracing

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