Bolonha (Itália) – Kimi Antonelli, líder do campeonato mundial de Fórmula 1, tornou-se alvo de um processo civil apresentado por seu ex-empresário, Giovanni Minardi, no Tribunal de Bolonha. A ação, protocolada pouco antes do Grande Prêmio da Hungria, cobra uma indenização de vários milhões de euros por supostos valores não pagos e pela rescisão de um contrato de gestão firmado antes da estreia do piloto na categoria, prevista para 2025.
Filho de Giancarlo Minardi – fundador da antiga equipe Minardi na F1 –, Giovanni passou a representar Antonelli em 2014, quando o italiano ingressou na Minardi Management. Dois anos depois, aos 11 anos, o piloto realizou um teste viabilizado pelo empresário para tentar entrar na Academia Ferrari, mas a equipe recusou sua admissão por considerá-lo muito jovem.
Em 2018, Antonelli foi integrado ao programa de jovens talentos da Mercedes. A partir daí, encerrou a parceria com Giovanni Minardi e passou a ser gerenciado diretamente pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff. Essa mudança de representação está no centro da disputa judicial.
Segundo o advogado de Minardi, Mattia Grassani, a ação já se estende há quase um ano e também envolve os pais de Antonelli. O defensor afirma que, apesar de tentativas de acordo extrajudicial, as propostas apresentadas não foram aceitas pelo ex-empresário, que alega ter dedicado “anos de trabalho, sacrifício e investimento” ao piloto.
Grassani explica que a família Antonelli considerou o contrato encerrado quando o piloto passou para a Mercedes, enquanto Giovanni Minardi sustenta que ainda havia obrigações financeiras pendentes. A divergência levou o caso a diversas audiências e, de acordo com a imprensa italiana, Toto Wolff e Gwen Lagrue – ex-responsável pelo programa de jovens pilotos da Mercedes e atualmente na Red Bull – podem ser convocados a depor.
Até o momento, as partes permanecem distantes de um consenso, mantendo o litígio em aberto e sem prazo definido para desfecho.
Com informações de F1Mania.net



