Max Verstappen refutou a ideia de que a Red Bull seja a única equipe de ponta da Fórmula 1 a enfrentar uma debandada de profissionais e reforçou que segue comprometido com o time de Milton Keynes. Em entrevista publicada pelo site racingnews365.com, o atual tetracampeão mundial afirmou que as mudanças internas ganharam destaque exagerado.
“Para mim, a equipe é como uma segunda família”, comentou o holandês, lembrando que, apesar de saídas importantes, novos especialistas continuam a chegar.
Mudanças iniciadas com a saída de Newey
Nos últimos dois anos, a Red Bull passou por uma reestruturação que começou com a despedida de Adrian Newey, em 2024. O projetista chegou ao time no fim de 2005 e participou dos dois períodos de domínio — primeiro ao lado de Sebastian Vettel e, depois, com o próprio Verstappen.
Depois de Newey, deixaram a organização nomes experientes como Jonathan Wheatley e Will Courtenay. Atualmente, quem conduz a operação técnica é Laurent Mekies, enquanto o piloto número 1 do time assume papel de referência na reconstrução.
Temporada turbulenta do RB22
2026 marca a estreia da Red Bull como fabricante de unidades de potência em parceria com a Ford. O projeto impressionou nos testes de pré-temporada no Bahrein e foi adotado pela FIA como base para o programa Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO). Mesmo assim, o chassi RB22 mostrou instabilidade nas primeiras corridas, limitando o rendimento de Verstappen e do estreante Isack Hadjar.
Após 11 etapas, o holandês soma quatro pódios, incluindo o segundo lugar no GP da Hungria, mas ainda busca a primeira vitória do ano. A virada começou no GP de Miami, quando atualizações aerodinâmicas trouxeram mais carga, equilíbrio e velocidade.
Reforço fora das pistas
Para o futuro, a equipe contratou Gwen Lagrue, ex-Mercedes, para liderar o programa de jovens pilotos. O francês foi peça-chave nas carreiras de George Russell e Kimi Antonelli, e sua chegada é vista internamente como sinal de que a Red Bull continua atraindo profissionais de alto nível.
Verstappen assume protagonismo
Com a saída do ex-chefe Christian Horner, Verstappen ganhou ainda mais espaço nas decisões. Segundo o piloto, a liderança foi uma consequência natural dos dez anos dentro da equipe principal. “Gosto de trabalhar de forma direta; eles são diretos comigo e eu sou direto com eles”, afirmou o vencedor de 71 GPs.
O holandês reconhece que manter um grupo vitorioso unido é difícil, mas reforça que entradas e saídas fazem parte do esporte. “Outras equipes também procuram esses talentos”, concluiu.
Com informações de Autoracing



