São Paulo, 2 de agosto de 2026 – Gabriel Bortoleto afirmou que os novos carros da Fórmula 1 não transformaram pilotos rápidos em competidores menos competitivos. O brasileiro de 21 anos, responsável pelos 10 pontos da Audi até o momento, sustenta que a adaptação é parte essencial da profissão.
Questionado sobre a influência do regulamento de 2026 – que passou a dividir quase igualmente a propulsão entre motor a combustão e energia elétrica após a retirada do MGU-H – Bortoleto rechaçou a ideia de que a novidade tenha alterado significativamente a hierarquia do grid.
Pilotos comentam dificuldades
A mudança nas unidades de potência motivou críticas de vários colegas. Max Verstappen comparou a experiência a “uma Fórmula E com esteroides”, Lando Norris chamou as corridas de “caóticas”, Esteban Ocon disse não conseguir pilotar como gostaria e Oscar Piastri descreveu o processo como “reprogramar o cérebro”.
“Precisamos nos adaptar”, diz Bortoleto
Para o paulista, porém, um competidor de elite deve ajustar-se a qualquer carro, mesmo que a pilotagem pareça pouco natural. “Não gosto da expressão ‘estilo de pilotagem’. Temos de ser capazes de nos adaptar; é por isso que somos os 22 pilotos da Fórmula 1”, declarou.
Ajustes finos com a energia elétrica
Bortoleto admitiu que os carros de 2026 exigem pequenas mudanças de condução por causa da forma como a energia elétrica é liberada ao longo da volta. Segundo ele, em algumas curvas é possível atacar mais a entrada porque a saída terá menor liberação de potência, enquanto em outras é preciso cautela antes de retas longas que exigem grande descarga de energia. “No ano passado tudo era constante; agora precisamos mudar esse comportamento”, explicou.
Até o momento, o piloto mantém seu estilo quase intacto em relação a 2025, reforçando que a principal diferença está na gestão do sistema híbrido.
Com informações de Autoracing



