Budapeste (Hungria) – Valtteri Bottas detalhou, após o Grande Prêmio da Hungria de 2026, o motivo dos incêndios recorrentes nos freios do carro da Cadillac e admitiu que a escuderia começa a concentrar esforços no projeto de 2027.
Segundo o finlandês, o problema está no fluxo de ar insuficiente para resfriar os discos de carbono perfurados – componentes que podem alcançar mais de 1.200 °C durante uma prova. A equipe levou novas entradas de ar dianteiras a Hungaroring, mas a atualização não conteve o superaquecimento.
“A tomada de ar foi desenvolvida para evitar que isso acontecesse de novo, mas ainda precisamos de mais ventilação. Hoje ficou claro que o volume de ar continua pequeno”, afirmou. O piloto relatou que, no momento em que o sistema começou a pegar fogo, as linhas hidráulicas queimaram, provocando a perda total dos freios. Por segurança, ele encostou o carro no muro para imobilizá-lo.
Com o campeonato entrando no recesso obrigatório de 14 dias antes do GP da Holanda, Bottas não espera soluções abrangentes a curto prazo. “Não creio que teremos grandes novidades para Zandvoort. Espero ao menos uma correção para os freios, mas nada ligado ao desempenho. Em algum momento passaremos a focar 100 % no carro do próximo ano”, declarou.
A Cadillac enfrenta dificuldades com o sistema de frenagem desde a abertura da temporada e, até o momento, nenhum pacote técnico conseguiu eliminar o risco de incêndio.
Com informações de F1Mania.net



