Pierre Gasly afirmou que o novo pacote aerodinâmico que a Alpine levará ao Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort, será crucial para as ambições da equipe no Campeonato Mundial de Construtores de 2026.
O francês falou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, após deixar o GP da Hungria sem pontuar. Segundo ele, a melhoria é necessária para evitar que a equipe de Enstone perca ainda mais terreno para as rivais do pelotão intermediário.
Rivais avançam e Alpine perde espaço
A Alpine começou a temporada como referência entre as equipes medianas e, após seis etapas, ocupava o quinto lugar no Mundial de Construtores, apenas 19 pontos atrás da Red Bull graças ao polêmico pódio obtido por Gasly em Mônaco. Porém, sem grandes melhorias desde o GP de Miami, o time viu Racing Bulls assumir a frente e a Audi se aproximar na tabela.
Na Hungria, a ameaça ganhou força quando a Aston Martin apresentou uma versão amplamente revisada do AMR26 e chegou ao Q2 pela primeira vez no ano, evidenciando a necessidade de reação imediata da Alpine.
Pacote “grande” para Zandvoort
O diretor administrativo Steve Nielsen confirmou que o A526 receberá “peças aerodinâmicas bem grandes” no traçado holandês. Gasly qualificou a atualização como “decisiva”:
“A Aston Martin ganhou dois segundos no último fim de semana e terá outro motor em Zandvoort. A Racing Bulls evoluiu muito desde o início do ano, a Audi também. Nós não demos passos parecidos. Para continuarmos sonhando com o quinto lugar, precisamos que esse pacote funcione”, declarou o piloto.
Histórico recente aumenta a pressão
Na era anterior do efeito solo, a Alpine iniciou 2022 como quarta força do grid, mas perdeu rendimento progressivamente e terminou 2025 entre as mais lentas. O retrospecto reforça a importância de uma resposta rápida dentro do novo regulamento técnico de 2026, no qual a eficiência do desenvolvimento tem sido determinante.
Frustração crescente de Gasly
O francês pontuou apenas uma vez nas últimas quatro corridas e tem largado com frequência em 12º ou 13º, atrás de Racing Bulls e Audi. Além da falta de ritmo, ele reclama da dirigibilidade:
“O carro não reage como eu preciso e não me permite pilotar do jeito que gostaria. Há várias coisas a corrigir.”
A etapa em Zandvoort, portanto, surge como oportunidade decisiva para a Alpine retomar o fôlego e manter viva a meta de terminar entre as cinco primeiras da classificação.
Com informações de Autoracing



