Emerson Fittipaldi atribuiu ao desenho dos carros de 2026 a volta de Lewis Hamilton às primeiras posições da Fórmula 1. O bicampeão mundial avaliou que a redução na pressão aerodinâmica valorizou o talento dos pilotos e favoreceu o heptacampeão da Ferrari.
Temporada de reação
Depois de um 2025 sem pódios — a primeira vez na carreira em que terminou um campeonato sem subir ao pódio —, Hamilton iniciou 2026 com resultados bem diferentes. O britânico venceu o Grande Prêmio de Barcelona e somou mais quatro pódios, encerrando a pausa de verão na vice-liderança do Mundial, 50 pontos atrás do primeiro colocado.
Carros menores e mais exigentes
Segundo Fittipaldi, as mudanças no regulamento criaram monopostos menores e com menor carga aerodinâmica. “Isso deixa a condução mais trabalhosa e, consequentemente, destaca quem tem sensibilidade apurada”, disse o brasileiro ao site oficial da F1. Para ele, essas condições permitiram que Hamilton demonstrasse novamente sua capacidade de extrair o máximo do equipamento.
Integração com a equipe
O ex-piloto lembrou ainda que 2026 marca o segundo ano de Hamilton em Maranello. “Agora ele conhece os engenheiros e o sistema da Ferrari”, comentou, ressaltando que o entrosamento interno também contribuiu para a recuperação de desempenho.
Pressão e experiência
Fittipaldi declarou ter ficado satisfeito ao ver a Ferrari reagir e se disse solidário às críticas que Hamilton enfrentou na temporada passada. “Quando você envelhece, muita gente questiona sua capacidade. Passei por isso na F1 e na IndyCar”, recordou. “É bom para o esporte e para os torcedores vê-lo rápido novamente.”
Com informações de Autoracing



