A Alpine, equipe de Fórmula 1 controlada pelo Grupo Renault, passou a ser avaliada em US$ 3,5 bilhões nas conversas que tratam da possível venda da fatia de 24% hoje detida pela empresa de investimentos Otro Capital. A nova cifra foi revelada por Flavio Briatore em entrevista ao podcast “In Conversation With”, do The Race Business.
Ao comentar a estimativa da revista Forbes, que havia fixado o valor da escuderia em US$ 2,45 bilhões, Briatore rebateu: “Temos uma oferta pelos 24% da Otro com avaliação de US$ 3,2 bilhões. Estamos trabalhando com US$ 3,5 bilhões”. O ex-dirigente lembrou que, nessa base, a equipe representaria entre 40% e 50% do valor total do Grupo Renault, calculado em US$ 8,3 bilhões.
A Otro Capital adquiriu os 24% da Alpine em 2023 por US$ 200 milhões, negócio que na época avaliava a formação francesa em cerca de US$ 900 milhões. Entre os investidores da gestora estão nomes como o ator Ryan Reynolds, o jogador de futebol americano Travis Kelce e o golfista Rory McIlroy.
Dois anos depois da entrada no capital, a Otro busca repassar sua participação. Segundo Briatore, Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, apresentou proposta, mas o valor pedido gira em torno da avaliação feita quando o fundo ingressou no negócio.
Apesar da movimentação, documentos arquivados no Reino Unido indicam que a Otro não pode negociar livremente sua fatia antes de setembro de 2026. Além disso, a Renault detém direito de veto sobre qualquer transação.
Para Briatore, um futuro sócio deve contribuir além do aporte financeiro: “Espero alguém que traga tecnologia ou apoio financeiro adicional. Mas vejo dificuldade em comprar 24% sem acordo com a maioria. Para a equipe, não muda: hoje é a Otro, amanhã pode ser outra pessoa”.
O CEO do Grupo Renault, Francois Provost, reforçou a intenção de manter o controle da escuderia. À agência Press Association, em junho, ele afirmou que não há tratativas com Horner e destacou: “Queremos conservar o comando da equipe de Fórmula 1, seja quem for o sucessor da Otro. Essa questão não altera nossa gestão”.
Com informações de F1Mania.net



