A Liberty Media divulgou nesta sexta-feira (7) os dados financeiros do segundo trimestre de 2026 e confirmou queda de 15% na receita da Fórmula 1. Entre janeiro e junho, o faturamento somou US$ 1,381 bilhão, contra um resultado superior no mesmo período de 2025.
Causas ligadas a conflitos e ajustes no calendário
A retração foi atribuída, principalmente, às mudanças forçadas pelo conflito no Oriente Médio e à previsão de intervalos maiores entre provas. Nos seis primeiros meses do ano houve três corridas a menos do que em 2025, e nenhuma etapa foi realizada em abril. Originalmente, os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita aconteceriam nesse mês, mas precisaram ser cancelados em virtude da instabilidade regional.
Indicadores financeiros
O lucro operacional da categoria alcançou US$ 180 milhões. Já o Adjusted OIBDA apresentou recuo de 30%, fechando o semestre em US$ 311 milhões.
Rearranjo de provas para manter 22 etapas
Apesar das perdas, a organização confirmou remanejamentos para preservar um calendário com pelo menos 22 corridas. O GP do Bahrein foi transferido para 4 de outubro e ocorrerá na Malásia, após acordo recente. Em contrapartida, a etapa da Arábia Saudita não será realizada este ano. Seguem indefinidas as datas do Catar e de Abu Dhabi.
Domenicali destaca engajamento e novos acordos
O presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, ressaltou que a temporada vem apresentando corridas equilibradas e histórias que mantêm o interesse do público. Segundo ele, índices de presença, audiência televisiva e impressões digitais continuam crescendo.
Domenicali citou ainda a parceria com a Apple, que registrou aumento de 13% no total de horas assistidas, e comemorou a extensão de dez anos do GP de Las Vegas, além de acordos com Servus TV e Pirelli. O dirigente afirmou que a categoria seguirá trabalhando com as equipes e a FIA para reforçar as bases do esporte e oferecer a melhor experiência aos fãs.
Com informações de Autoracing



