O australiano Oscar Piastri afirmou neste sábado, 8 de agosto de 2026, que considera os simuladores de Fórmula 1 uma ferramenta eficaz de preparação antes dos Grandes Prêmios. O piloto da McLaren reconheceu, porém, que o recurso não funciona da mesma forma para todos os competidores, posicionando-se de maneira diferente de Lewis Hamilton.
Equipes da categoria utilizam simuladores para coletar dados, testar acertos e permitir que os titulares se familiarizem com cada circuito. Apesar de não reproduzirem totalmente as condições reais de pista, esses sistemas fornecem informações úteis e contam, muitas vezes, com pilotos dedicados exclusivamente ao trabalho nas fábricas.
Ponto de vista de Piastri
Segundo Piastri, sua geração já cresceu em um ambiente em que a tecnologia faz parte do automobilismo. “Cresci numa época diferente da de Lewis. Entendo que os simuladores não servem para todos, mas, com os carros atuais tão complexos, algumas horas de trabalho neles ajudam tanto a mim quanto à equipe”, declarou à imprensa.
Visão oposta de Hamilton
No início da temporada, Hamilton contou ter dificuldade em relacionar o comportamento do carro no simulador ao que encontra na pista. Por esse motivo, o piloto da Ferrari optou por não usar o equipamento antes do GP do Canadá, concentrando sua preparação nos dados coletados pela equipe.
Adequação individual
Piastri admite que o simulador jamais será capaz de reproduzir integralmente a experiência de guiar um Fórmula 1. Para ele, cabe a cada piloto escolher se o recurso realmente contribui para seu desempenho. “Eles nunca serão perfeitos, mas podem ser úteis para quem se adapta. Você decide trabalhar — ou não — com as ferramentas disponíveis”, concluiu.
As opiniões divergentes de Hamilton e Piastri reforçam a discussão sobre a importância dos simuladores na preparação dos pilotos, tema que segue em aberto nos boxes e entre os fãs da categoria.
Com informações de Autoracing



